quarta-feira, novembro 30, 2005

O Espírito de um Budoka


O karateca aprende a partilhar com os outros em vez de ser avarento e egoísta; desenvolve o sentido de irmandade cooperativo; ele não engana, ele é justo e atento e, tem consciência que para que as pessoas no interior, também no exterior do dojo, tenham confiança nele e o respeitem, tem de ser justo, simpático e maduro. Aprende que um segredo vital é ter a capacidade de rir de si próprio. Uma característica de um karateca maduro, é o seu bom sentido de humor:

“Sê sério em tudo, mas não leves nada demasiado a sério”

A espada japonesa é uma excelente comparação com o karateca. Não é somente uma arma perigosa, uma arma desenhada para matar eficazmente, mas também é uma bela obra de arte. E assim deveria ser o karateca. Uma pessoa tem a escolha de utilizar a arte para se desenvolver numa peça de beleza ou numa arma totalmente destrutiva e insensível. Torna-se numa pessoa civilizada e atenta. A arte ensina como viver e como morrer; como dar a vida ou como tirá-la. O coração deveria mostrar a beleza artística da espada. A vida é uma luta constante; vive-se com a pureza e com a intensidade de uma espada “Bizin” deliberadamente e com o espírito infalível do seu corte.

Fontes de Pesquisa:
FERNANDO, ANTÓNIO (2000). Karate Kyokushinkai – European Championships – Portugal 2000, Espanha: Grafol S. A. (livro promocional)